
Rio - Preta Gil fará uma "periguete" no quarto episódio de "Ó paí, ó", "Fiéis e fanáticos", que irá ao ar sexta-feira, dia 21. Nascida no Rio, mas com um pé forte na Bahia, a atriz e cantora diz que levou quatro horas para ficar com o cabelo "meio black" e defende o dialeto "baianês" falado na série.
Como você define a sua personagem, Magda?PRETA: Ela é a famosa "periguete", como eles chamam as cachorras lá na Bahia, é uma gostosona do Pelô. E aparece para dar em cima do Reginaldo (Érico Brás), que fez a promessa de não transar com ninguém em troca da vitória do time dele. Mas a Magda "lasca" ele.
Lasca ele?PRETA: É como eles falam por lá: ela transa com ele no depósito do bar.
Você acha que o público entende aquele baianês todo?PRETA: É um dialeto, né? Essa era uma preocupação: se o público iria entender. Mas a gente já escuta tanto carioquês e paulistês nas novelas. Até nas tramas nordestinas o jeito de falar é mais sutil. É muito bom ouvir o sotaque verdadeiro. Conheço bem esse dialeto e sei decifrá-lo. Nasci no Rio, mas todo mundo pensa que sou baiana. Tanto que vou receber o título de cidadã soteropolitana.
Como foram as gravações?PRETA: Gravei minha participação num dia só, mas os atores do Bando de Teatro Olodum são estrondosos. Já esperava esse sucesso. O programa fala com o povo, de maneira direta e reta. É um retrato.
O visual da sua personagem foi idéia de quem?PRETA: Da Monique (Gardenberg, diretora do episódio). Ela queria que eu estivesse diferente e passei por todo um processo para ficar com o cabelo meio black. Levou quatro horas.
O globo
RAFAELA SANTOS



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