quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Preta no divã: futilidade, compulsão por compras e o sucesso de seu bazar



Mesmo com a falta de luz, o bazar que Cleo Pires e Preta Gil promoveram, com peças do próprio guarda-roupa, para ajudar os desabrigados de Santa Catarina foi o maior sucesso. O evento, realizado essa quarta-feira (10/12/2008) no Rio, provocou filas enormes de fãs das duas e pessoas querendo participar da boa ação. Em três horas, quase tudo tinha sido vendido. No final, elas arrecadaram cerca de 10 mil reais. Cleo nos contou que já tinha feito uma ''limpa'' no armário no começo do ano, mas não sabia o que seria o melhor a fazer com o vestido que usou em seu aniversário ou o look que desfilou na festa da novela Cobras e Lagartos, por exemplo.

''Eu e a Preta nos encontramos no salão e decidimos fazer esse bazar. Hoje sou mais desapegada, mas quando comecei a ganhar meu dinheiro, queria tudo. Foi um surto, então tinha muita coisa. Me atrasei porque estava em São Paulo trabalhando. Quando liguei pro pessoal que estava aqui desde cedo, soube que estava todo mundo comprando no escuro e que o caixa já estava com 7 mil reais. Não vamos fazer a doação em dinheiro. Acho esquisito depositar em conta. É melhor coisa palpável, que você entrega na mão da pessoa'', contou a filha de Glória Pires, que teve que ir embora cedo porque foi escalada para buscar a mãe, que está morando em Paris, no aeroporto às 4h.

Mesmo com a falta de luz, o bazar que Cleo Pires e Preta Gil promoveram, com peças do próprio guarda-roupa, para ajudar os desabrigados de Santa Catarina foi o maior sucesso. O evento, realizado essa quarta-feira (10/12/2008) no Rio, provocou filas enormes de fãs das duas e pessoas querendo participar da boa ação. Em três horas, quase tudo tinha sido vendido. No final, elas arrecadaram cerca de 10 mil reais. Cleo nos contou que já tinha feito uma ''limpa'' no armário no começo do ano, mas não sabia o que seria o melhor a fazer com o vestido que usou em seu aniversário ou o look que desfilou na festa da novela Cobras e Lagartos, por exemplo.

''Eu e a Preta nos encontramos no salão e decidimos fazer esse bazar. Hoje sou mais desapegada, mas quando comecei a ganhar meu dinheiro, queria tudo. Foi um surto, então tinha muita coisa. Me atrasei porque estava em São Paulo trabalhando. Quando liguei pro pessoal que estava aqui desde cedo, soube que estava todo mundo comprando no escuro e que o caixa já estava com 7 mil reais. Não vamos fazer a doação em dinheiro. Acho esquisito depositar em conta. É melhor coisa palpável, que você entrega na mão da pessoa'', contou a filha de Glória Pires, que teve que ir embora cedo porque foi escalada para buscar a mãe, que está morando em Paris, no aeroporto às 4h.

Preta é mesmo uma mulher de paradoxos. Ela contou que é ao mesmo tempo consumista, fútil e também desapegada. ''Sempre fui vaidosa, mas hoje tenho uma futilidade razoável. Antes tinha uma compulsão séria. Era muito bem-sucedida como produtora, e quando resolvi deixar isso para seguir carreira como cantora, meu padrão de vida caiu muito. Demorou para eu me firmar. E hoje não tenho salário, emprego, não é estável. Às vezes você ganha mais, outras vezes menos. Não posso mais entrar em uma loja e gastar 10 mil reais. Tenho agora uma relação mais responsável com o dinheiro, mas não deixei totalmente de comprar, principalmente em viagens. É que assim dá pra escolher sem medo de ter alguém igual em uma festa aqui. E toda mulher independente se deslumbra quando pode ter roupas, jóias, não é? Mas tem uma coisa. Sempre comprei muito, mas sempre emprestei e dei muito também. Sou uma pessoa desapegada''.

A cantora está se sentindo muito bem com a iniciativa do bazar. ''Me sinto jogando uma energia que vai circular. Não dá pra deixar entulhado em casa. Ainda mais com um lugar tão próximo em estado de calamidade pública''.


Entre as peças que ela colocou à venda, algumas são bem especiais. ''Tem o vestido que fui madrinha de casamento da Marina Morena e do Fernando Torquatto, que também ajudaram doando roupa, tem a blusa que usei em uma festa que dei com a Cleo e o Gianecchini, figurino de show... Adoro brechó. Vou a muitos em Nova York e em um bem bacana em São Paulo, o Trash Chic''.Preta é mesmo uma mulher de paradoxos. Ela contou que é ao mesmo tempo consumista, fútil e também desapegada. ''Sempre fui vaidosa, mas hoje tenho uma futilidade razoável. Antes tinha uma compulsão séria. Era muito bem-sucedida como produtora, e quando resolvi deixar isso para seguir carreira como cantora, meu padrão de vida caiu muito. Demorou para eu me firmar. E hoje não tenho salário, emprego, não é estável. Às vezes você ganha mais, outras vezes menos. Não posso mais entrar em uma loja e gastar 10 mil reais. Tenho agora uma relação mais responsável com o dinheiro, mas não deixei totalmente de comprar, principalmente em viagens. É que assim dá pra escolher sem medo de ter alguém igual em uma festa aqui. E toda mulher independente se deslumbra quando pode ter roupas, jóias, não é? Mas tem uma coisa. Sempre comprei muito, mas sempre emprestei e dei muito também. Sou uma pessoa desapegada''.

A cantora está se sentindo muito bem com a iniciativa do bazar. ''Me sinto jogando uma energia que vai circular. Não dá pra deixar entulhado em casa. Ainda mais com um lugar tão próximo em estado de calamidade pública''.


Entre as peças que ela colocou à venda, algumas são bem especiais. ''Tem o vestido que fui madrinha de casamento da Marina Morena e do Fernando Torquatto, que também ajudaram doando roupa, tem a blusa que usei em uma festa que dei com a Cleo e o Gianecchini, figurino de show... Adoro brechó. Vou a muitos em Nova York e em um bem bacana em São Paulo, o Trash Chic''.



CONTIGO
RAFAELA SANTOS

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